{Cinema} O pequeno príncipe – lições e emoções para ver com os filhos

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Olá amoras!

Quem aí nunca ouviu ou leu a frase: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas“? Sim, esta é uma das várias frases do livro “O pequeno príncipe” do autor francês Antoine de Saint-Exupéry, publicado em 1943 nos EUA. O livro, um verdadeiro clássico da literatura, já foi considerado: livro pra criança, livro de cabeceira de Miss, e já teve algumas de suas frases transformadas em citações mundialmente conhecidas.

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Capa de uma das várias edições do livro

Eu li o livro na minha adolescência, e adorei. Como todo bom livro, cada vez que você lê novamente, em períodos diferentes de vida, nos faz refletir e apreender questões diferentes da leitura anterior. Quando minhas filhas eram pequenas (5 e 7 anos) eu li o livro pra elas, num daqueles momentos mágicos, antes de dormir, em que eu lia e me divertia com o prazer delas pela literatura. No domingo passado fui com elas ao cinema, assistir ao filme “O pequeno príncipe”, e sabia que teríamos ali um novo momento de reflexão e emoção. Não estava enganada.

De acordo com a sinopse do filme, no site Adoro Cinema:

Uma garota acaba de se mudar com a mãe, uma controladora obsessiva que deseja definir antecipadamente todos os passos da filha para que ela seja aprovada em uma escola conceituada. Entretanto, um acidente provocado por seu vizinho faz com que a hélice de um avião abra um enorme buraco em sua casa. Curiosa em saber como o objeto parou ali, ela decide investigar. Logo conhece e se torna amiga de seu novo vizinho, um senhor que lhe conta a história de um pequeno príncipe que vive em um asteróide com sua rosa e, um dia, encontrou um aviador perdido no deserto em plena Terra.
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O filme envolve a história da garota com a história do pequeno príncipe, que vai sendo apresentada aos poucos, com o mesmo toque de poesia do livro. Momentos engraçados, emocionantes, vão se alternando e nos faz pensar a vida que estamos levando. Confesso que estou num momento bem sensível, nostálgico, vendo minhas filhas crescerem (tão rápido – agora com 13 e 15 anos) fico com saudades dos dias de infância delas, e já antecipo a saudade do que estamos vivendo hoje também.

Acho que essa parte de ser mãe, poucas pessoas se dão conta. Muito mais difícil que levantar a noite com bebê chorando. Ou ter que arrumar a casa toda novamente porque seu filhote tirou tudo lugar. Ou ter que ensinar como usar o banheiro. Ver os filhos crescer e sentir que estão escapando por entre seus dedos, é muito dolorido. É a vida, eu sei. Mas não é simples. Mas você pode me perguntar, o que isso tem a ver com o filme. E eu te digo: TUDO.

As lições do filme nos fazem refletir. Essa vida louca de “adulto” em tempos de tecnologia canabalizando a convivência humana, tem nos tirado nossas crianças ainda mais cedo. E essa dor é incalculável. E é pra sempre. Pois a infância não volta atrás. Minha mãe sempre comentava comigo, como achava que a infância – um dos melhores períodos de nossas vidas – é o mais curto. E hoje em dia, mais curto ainda.

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Pais e mães vestindo seus filhos e filhas de mini adultos, dão celulares em suas mãos para eles “darem sossego”, e mal sabem que em pouco tempo o filho vai acabar mais ligado naquele objeto do que em qualquer outra coisa. No filme “O pequeno príncipe”, a mãe quer traçar o futuro da filha de 9 anos, com uma rotina de estudos que não permite falhas, brincadeiras e desconsidera totalmente a felicidade da menina (que no início do filme parece um robozinho com suas respostas programadas pela mãe).

Podem me dizer que é só um filme. Mas por trás dos exageros intencionais, existem verdades angustiantes, que se não nos policiarmos acabaremos por nos deixar levar, e quando olharmos para trás, o tempo já terá passado, e será tarde demais para resgatar qualquer indício de alegria pueril em nós, em nossos filhos.

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O filme nos emocionou. Nós três somos muito emotivas. As lagriminhas rolaram. Saímos da sala de cinema de mãos dadas, comentando o quanto é bom estarmos juntas, e como já dizia a Xuxa, “ser criança enquanto puder”.

Como bem disse o aviador “o problema não é crescer… é esquecer…”

Ah! E se preparem pois a trilha sonora é linda! Pra quem ainda não viu, confira o trailer:

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Espero que gostem. Me conte o que achou quem já assistiu.

Kisses,

Thatá.

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